sábado, 28 de fevereiro de 2009

Joelho: Introdução

A RM do joelho responde por quase 50% dos exames de RM musculo-esquelética.

As principais causas de dor no joelho são:

1. Lesão de menisco
2. Lesão de ligamentos
3. Condromalácia
4. Artrose
5. Tendinite

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Hérnia de Parede Abdominal

Hérnia de Parede Abdominal

É definida como protrusão de conteúdo abdominal (órgãos, vísceras e/ou gorduras) para o interior da parede através do local de fraqueza muscular.
Esta fraqueza pode ser natural ou adquirida.
Como herniações adquiridas podemos citar a hérnia no local de fibrose e fraqueza pós manipulação cirúrgica. São as chamadas hérnias incisionais.
Os exemplos mais comuns de hérnias nos pontos naturais de fraqueza da parede são as hérnias umbilicais, inguinais e algumas outras que aparecem na região lombar.
Quando os médicos solicitam Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética (RM) de abdome e/ou pelve para avaliação de hérnias, a meta do técnico ou biomédico que adquirem as imagens é demonstrar esta protrusão, do conteúdo intracavitário, para o interior da parede.
Esta demonstração é facilitada se colocarmos um marcador para orientar a programação dos cortes que devem ser realizados em repouso e com as manobras para aumento da pressão intra-abdominal (Valsalva). Não se faz necessário o uso de contrastes, nem oral nem endovenoso. Isso vale tanto para RM como para TC.
Cortes de 5mm de espessura são suficientes para o diagnóstico. No caso da RM, devemos optar por sequências rápidas como as em “Single Shot” que podem ser adquiridas em uma única apnéia.
O importante é programar os cortes em, pelo menos, dois planos ortogonais á direção da hérnia.

Se a suspeita for para hérnia inguinal, a programação deve ser o seguinte:

Imagem29Imagem30
Programação dos cortes no plano sagital obliquo.

Imagem31
Programação dos cortes no plano axial.


Se a suspeita for para hérnia umbilical, a programação deve ser o seguinte:

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Programação dos cortes no plano sagital .

Imagem21
Programação dos cortes no plano axial .


terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Avaliação por RM da Região das Mastóides

Avaliação por RM da Região das Mastóides


O aprimoramento dos equipamentos de RM possibilitaram o estudo detalhado de microestruturas crânio-encefálicas como os hipocampos, sela, mastóides, substância nigra etc... Para a avaliação destas regiões, necessitamos empregar seqüências específicas, por vezes com angulações e espessuras diferentes das utilizadas no estudo do encéfalo de modo geral. Neste sentido, o conhecimento da anatomia, da função e do quadro clínico decorrente do comprometimento destas estruturas é fundamental para indicarmos o protocolo a ser realizado, uma vez que o exame vem solicitado genericamente como RM de crânio.

Nas mastóides as estruturas passíveis de avaliação e suas funções são:
- cóclea: audição;
- canais semicirculares: equilíbrio
- VII nervo craniano: inervação da musculatura facial
- VIII nervo craniano: nervo que leva as informações sobre equilíbrio e audição para o encéfalo
- Condutos auditivos internos: local por onde passam o VII e VIII nervos cranianos
- Cisterna do ângulo- ponto-cerebelar: alargamento do espaço subaracnóide onde temos o trajeto cisternal dos VII e VIII nervos cranianos e também estruturas vasculares como a artéria cerebelar antero-inferior . Revestindo esta cisterna temos meninges.

- Ponte: é o local onde temos os núcleos dos nervos VII e VIII. Nesta região ainda temos tratos de ligação entre os hemisférios cerebelares e outros de ligação entre cérebro e medula.

O quadro clínico relacionado ao comprometimento de tais estruturas inclui:
- paralisia facial;
- vertigem, tontura
- perda auditiva/surdez e
- zubido.

As principais patologias passíveis de estudo pela RM nesta região são:

• Alça vascular, normalmente de artéria cerebelar antero-inferior ( AICA), que promovem compressão do complexo VII/VIII nervos cranianos, notadamente no seu trajeto dentro do conduto auditivo interno. Tal situação é melhor observada por seqüências com forte ponderação em T2 e com cortes submilimétricos ( CISS e TRUFFI nos equipamentos Siemens, Fiesta em equipamentos GE e Volumétrico T2 nos equipamentos Phillips). Tais seqüências permitem ainda reconstruções 3D para avaliação da cóclea e canais semi-circulares.

• Neurites de VII/VIII: melhor avaliadas por seqüências com ponderação em T1 com saturação do sinal da gordura e com o uso de contraste, onde observamos realces destes nervos.

• Outros processos inflamatórios e infecciosos locais decorrentes de extensão de processos infecciosos das mastóides ou pós manipulação cirúrgica.

• Tumores de bainhas nervosas: nascem no ramo vestibular do VIII nervo craniano, Schwanoma vestibular, tendo como sinonímias, neurinoma do acústico e Schwanoma do acústico. Melhor avaliados por seqüências com ponderação em T1 com saturação do sinal da gordura e com o uso de contraste. De crescimento lento, podem promover remodelamento do conduto auditivo interno comprometido.

• Tumores do revestimento meníngeo (meningeomas): Melhor avaliados por seqüências com ponderação em T1 com saturação do sinal da gordura e com o uso de contraste. Normalmente não apresentam extensão para o interior do conduto auditivo interno, com intenso realce pelo contraste paramagnético.

• Tumores glômicos: podem ter origem junto a jugular ou orelha média, com aspecto de sal e pimenta a RM, pela riqueza de estruturas vasculares efocos hemorágicos. Melhor avaliados por seqüências com ponderação em T1 com saturação do sinal da gordura e com o uso de contraste.

• Cistos aracnóide e epidérmóide: tem sinal igual ao do líquor em T1 e T2, porém na difusão os cistos epidermóides tem hipersinal, decorrentes da restrição a livre difusão dos prótons pelo seu conteúdo de alto teor protéico.


Embora protocolo de estudo seja variável de serviço para serviço, devido a diferenças de gradientes, bobinas e softwares dos equipamentos, a adequada avaliação das mastóides conforme supra citado, necessita de protocolo diferente do genericamente utilizado para o estudo de crânio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Principais erros cometidos: RM do Ombro

Principais erros cometidos: RM do Ombro


Nas figuras abaixo, mostramos em vermelho os principais erros cometidos. Em amarelo, a programação correta.

Imagem7 Imagem8
Figuras: Em vermelho observa-se programação errada dos cortes axiais, muito baixa, não pegando a articulação acromioclavicular.


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Figuras: Em vermelho observa-se programação errada dos cortes coronais, sem a angulação necessária paralela ao tendão do supra-espinal.


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Figuras: Em vermelho observa-se programação errada dos cortes coronais, com a angulação necessária paralela ao tendão do supra-espinal, porém com programação muito posterior.


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Figuras: Em vermelho observa-se programação errada dos cortes sagitais, sem a angulação necessária paralela à diáfise do úmero.


Imagem17 Imagem18
Figuras: Em vermelho observa-se programação errada dos cortes sagitais, sem a angulação necessária perpendicular ao tendão do supra-espinal.


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Figura: As setas indicam falha de saturação de gordura na face externa do ombro.


Imagem20 Imagem21`
Figura 1: As setas vermelhas mostram lesão parcialmente avaliada. A extensão do campo de visão para o restante do braço mostra que a lesão se estende até próximo ao cotovelo.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Patologia Básica: RM do Ombro

Patologia Básica: RM do Ombro

As principais patologias do ombro são:

Bursite
Tendinite
Tendinite calcárea
Lesão do manguito rotador
Luxação
Tumor


Bursite

Imagem4 Imagem3
Figuras: As setas verdes indicam uma bursa subacromial-subdeltoidea normal. As setas vermelhas demonstram uma bursite exuberante (imagem branca).


Tendinite

Imagem2 Imagem1
Figuras: A seta verde indica uma bursa subacromial-subdeltoidea normal. A seta vermelha demonstra uma “tendinite”.


Tendinite calcárea

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Figuras: As seta verde e vermelha demonstram uma calcificação intra-tendínea, caracterizada por hiposinal em T1 e T2.


Lesão do manguito rotador

Imagem4 Imagem7
Figuras: As setas verdes indicam um tendão do supra-espinal normal. As setas vermelhas demonstram ausência de tendão (lesão do manguito).


Luxação


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Figuras: A seta vermelha indica uma lesão de Hill-Sachs. O círculo vermelho mostra lesão da porção ântero-inferior do lábio glenoidal.


Tumor

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Figuras: A seta vermelha indica uma lesão tumoral com hipersinal em T2. A seta verde mostra ausência de realce interno, caracterizando natureza cística da lesão.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Programação dos cortes: RM do Ombro

Programação dos cortes

Axiais
Desde a articulação acrômio-clavicular até o fim da cavidade glenoidal.

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Coronais
Incluir o tendão infra-espinal (posterior) e o tendão subescapular (anterior).

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Sagital T2
Do fim da cortical do úmero até 1cm medial à articulação glenoumeral.

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Sagital T1
Do fim da cortical do úmero até o “Y” da escápula.

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