quarta-feira, 16 de junho de 2010

Marcador de superfície na RM II

Em diversas situações, o uso de um marcador de superfície torna-se desejável.
Particularmente nos exames de músculo-esquelético, o marcador deve ser utilizado em casos de queixa localizada ou de “caroços” referidos pelos pacientes.

Como regra geral, o marcador não deve pressionar a pele, pois isto pode dificultar a identificação de pequenas alterações, como por exemplo, um pequeno nódulo no subcutâneo (ex: um pequeno lipoma).

marcador 2010 06 09
Imagem axial T2FS de punho. Seta verde: Exemplo de marcador de superfície sem pressionar a pele.


marcador 3 2010 06 09
Imagem axial T1FS de punho. Seta verde: Exemplo de marcador de superfície pressionando a pele.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

Marcador de superfície na RM I

Em diversas situações, o uso de um marcador de superfície torna-se desejável.
Particularmente nos exames de músculo-esquelético, o marcador deve ser utilizado em casos de queixa localizada ou de “caroços” referidos pelos pacientes.

marcador 2010 06 09
Imagem axial T2FS de punho. Seta verde: Exemplo de marcador de superfície.

Este marcador pode ajudar em diversas situações:

1. Ajuda o radiologista a “encontrar” o local da queixa ou “caroços” referidos.
2. Mesmo nos casos onde não se encontra nenhuma alteração, a presença do marcador dá mais confiança ao radiologista, em dizer que realmente não se encontrou alteração que justifique a queixa do paciente.
3. Em casos onde há várias alterações, a presença do marcador ajuda a dizer qual dessas alterações responde pela queixa.
4. O marcador ajuda a indicar o local onde o exame deve ser feito. Ex: RM de coxa com suspeita de “caroço” na parte distal e posterior da mesma. Nesse caso, em vez de fazer um exame da coxa inteira, podemos fazer um estudo direcionado para a porção distal da coxa, com um menor campo de visão e com maior resolução de imagem.


marcador 2 2010 06 09
Imagem axial T2FS de punho. Exemplo de utilidade do marcador de superfície: A seta verde indica o marcador. A seta vermelha indica a presença de um cisto neste local. Isso ajuda o radiologista a identificar mais rapidamente a alteração, e dá confiança ao mesmo, em dizer que este cisto corresponde à queixa do paciente.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Pacientes em diálise e uso de contraste iodado

Pacientes em diálise e uso de contraste iodado


Pacientes com doença renal terminal (rins não fucionantes):

Em pacientes com doença renal terminal, a questão que existe é se há a necessidade de se realizar diálise depois do exame de TC com contraste.
Como esses meios de contraste não estão “grudados” a proteínas, e possuem peso molecular relativamente baixo, eles são prontamente retirados do organismo, através de diálise.
A principal preocupação em pacientes dependentes de diálise é a carga osmótica do meio de contraste, embora haja uma preocupação teórica com o risco de toxicidade química direta no coração e na barreira hemato-encefálica.
À não ser que haja disfunção cardíaca significativa de base, ou que grandes volumes de contraste sejam utilizados, não há necessidade de diálise urgente (embora a mesma seja recomendável).
Além disso, é importante limitar a dose de contraste, e usar contrastes não-iônicos, para reduzir o risco de efeito adverso devido a hipertonicidade.


Pacientes com insuficiência renal (mas com algum grau de função renal preservada):

Pacientes com insuficiência renal que necessitam de diálise apenas de forma ocasional ou intermitente apresentam risco substancial de nefrotoxicidade induzida por contraste, com risco de piora permanente de sua função renal.
Nesses pacientes, métodos alternativos de imagem devem ser considerados.

Fonte: ACR: Manual on Contrast Media. 2008.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Tratamento com metformina e risco de acidose lática

Tratamento com metformina e risco de acidose lática


Pacientes em uso de metformina correm risco de desenvolver acidose lática, caso utilizem contraste iodado intravenoso.

Se ocorrer disfunção renal devido ao meio de contraste iodado, um acúmulo de metformina pode causar acidose lática. O risco de morte, caso a acidose lática ocorra, é de 50%.


Segundo as diretrizes do American College of Radiology (ACR):

A metformina deve ser descontinuada temporariamente, no momento ou antes do exame, e até 48 horas após o procedimento. A metformina deve ser retomada apenas quando a função renal for reavaliada e estiver normal.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Metformina e gadolíneo

Metformina e gadolíneo


Não é necessário descontinuar a metformina antes de um exame de RM com contraste, caso a dose de contraste seja a habitual entre 0,1 e 0,3 mmol/Kg.


Fonte: ACR: Manual on Contrast Media. 2008.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Indicações para uso de contraste iodado não-iônico

Indicações para uso de contraste iodado não-iônico


Idealmente, é interessante utilizar contraste iodado não-iônico em todos os pacientes, devido a menor taxa de efeitos adversos apresentada por este tipo de contraste iodado.

Entretanto, o preço do mesmo pode impedir que o seu uso seja feito para todos os pacientes que necessitam de contraste.

Porisso, caso não haja possibilidade de se injetar contraste não-iônico em todos pacientes, sugere-se ao menos utilizar contraste não-iônico em algumas situações específicas:

Os pacientes que podem se beneficiar do uso de contraste iodado não-iônico são aqueles com risco aumentado de efeitos adversos. Eles incluem:

  • Pacientes com história de qualquer reação adversa prévia, devido ao uso de contraste intravascular (com exceção de calor, rubor, ou episódio isolado de náusea ou vômito)
  • Pacientes com asma
  • Pacientes com história de reação alérgica séria a outros materiais ou substâncias (que não contraste iodado)
  • Pacientes com disfunção cardíaca comprovada, incluindo pacientes com risco para ou episódio recente de insuficiência cardíaca congestiva aguda, disritmia, angina instável, infarto do miocárdio recente, ou hipertensão pulmonar
  • Pacientes com insuficiência renal (principalmente aqueles com Diabetes)
  • Pacientes com debilitação generalizada e grave, determinada por um médico
  • Pacientes com alto risco para extravasamento de contraste
  • Pacientes recebendo contraste por bomba injetora
  • Qualquer outra circunstância na qual, devido a uma consideração ponderada, o radiologista acredite que há uma indicação específica para contraste não-iônico.

        quarta-feira, 5 de maio de 2010