Contraste iodado e gravidez/lactação:
Não há evidências que indiquem que o contraste seja terarogênico em humanos.
Por outro lado, não há evidências que concluam que os contrastes são seguros.
Portanto, é sábio evitar o uso de contraste em mulheres grávidas (principalmente no primeiro trimestre), sempre que possível.
Teoricamente o risco de exposição à radiação é maior que aquele da injeção EV de contraste.
Com relação à toxicidade para RNs não há evidências que indiquem que o contraste é prejudicial.
Por outro lado, não há evidências que concluam que os contrastes são seguros.
Portanto a recomendação para pacientes que estão amamentando é a seguinte:
Estocar o leite materno antes da realização do exame.
Após o exame descartar o leite durante as 12 - 24 horas seguintes ao exame, utilizando o leite estocado neste período.
Referências Bibliográficas:
Tung HKS. Risks of Iodinated Contrast Media - What you should know. The Hong Kong Medical Diary. 2006; 11:15-17.
Bettmann MA. Frequently asked questions: iodinated contrast agents. Radiographics. 2004 vol. 24 Suppl 1 pp. S3-10.
Mortelé et al. Universal use of nonionic iodinated contrast medium for CT: evaluation of safety in a large urban teaching hospital. AJR. 2005 vol. 184 (1) pp. 31-4.
sábado, 15 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
Extravasamento de contraste iodado
Extravasamento de contraste:
Este tipo de complicação se tornou mais comum após a introdução das bombas injetoras.
Crianças e pacientes debilitados e inconcientes têm risco maior de extravasamento.
Por sorte, a maioria dos extravasamentos rresulta em leve edema ou eritema, sem sequelas de longo prazo.
Em casos raros, pode haver ulcerações de pele, necrose de partes moles e síndrome compartimental.
O tratamento conservador deve ser feito com gelo, elevação do membro e observação cuidadosa.
Se houver suspeita de lesão grave, deve-se consultar um cirurgião plástico. Considera-se lesão grave aquela em que se observa: perda de sensibilidade, surgimento de bolhas e ulcerações, necrose e isquemia.
Fonte: American College of Radiology (ACR)
Este tipo de complicação se tornou mais comum após a introdução das bombas injetoras.
Crianças e pacientes debilitados e inconcientes têm risco maior de extravasamento.
Por sorte, a maioria dos extravasamentos rresulta em leve edema ou eritema, sem sequelas de longo prazo.
Em casos raros, pode haver ulcerações de pele, necrose de partes moles e síndrome compartimental.
O tratamento conservador deve ser feito com gelo, elevação do membro e observação cuidadosa.
Se houver suspeita de lesão grave, deve-se consultar um cirurgião plástico. Considera-se lesão grave aquela em que se observa: perda de sensibilidade, surgimento de bolhas e ulcerações, necrose e isquemia.
Fonte: American College of Radiology (ACR)
sábado, 1 de agosto de 2009
Gadolíneo e asma
Pacientes com asma podem realizar RM com contraste?
Pessoas com asma e outras alergias têm maior risco de desenvolver uma reação adversa ao gadolíneo, com estudos reportando taxas de reação adversa de até 3,7%.
Embora não haja reatividade cruzada, pacientes que tiveram reação “alérgica” ao contraste iodado também entram nesta categoria.
Além disso, pacientes que tiveram reação alérgica aguda ao gadolíneo têm uma chance 8 vezes maior de apresentar uma nova reação adversa.
Apesar destes dados, a indicação ou contra-indicação do gadolíneo deve levar em conta a real necessidade do mesmo, e seu custo-benefício ao paciente.
Não existe uma conduta padronizada para esta situação de reação adversa prévia.
Fonte: ACR (American College of Radiology).
Pessoas com asma e outras alergias têm maior risco de desenvolver uma reação adversa ao gadolíneo, com estudos reportando taxas de reação adversa de até 3,7%.
Embora não haja reatividade cruzada, pacientes que tiveram reação “alérgica” ao contraste iodado também entram nesta categoria.
Além disso, pacientes que tiveram reação alérgica aguda ao gadolíneo têm uma chance 8 vezes maior de apresentar uma nova reação adversa.
Apesar destes dados, a indicação ou contra-indicação do gadolíneo deve levar em conta a real necessidade do mesmo, e seu custo-benefício ao paciente.
Não existe uma conduta padronizada para esta situação de reação adversa prévia.
Fonte: ACR (American College of Radiology).
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Programação de RM de Articulações Sacroilíacas
Programação de RM de Articulações Sacroilíacas
A RM de sacroilíacas está sendo pedida cada vez mais, visto que os dados de literatura têm mostrado que este método permite um diagnóstico mais precoce e um controle de tratamento melhor que o obtido pelo raio-X em um grupo de doenças chamado de espondiloartropatias soronegativas. O principal achado de imagem neste grupo de doenças é a sacroileíte.
O protocolo básico de RM de sacroilíacas deve conter as seguintes sequências:
Coronal T1
Coronal T2FS ou STIR
Axial T1
Axial T2FS ou STIR
Aqui, a preferência por sequências T2FS ou STIR depende da qualidade da imagem obtida com o equipamento.
Os cortes coronais devem ser programados paralelos à uma linha que tangencia a porção posterior dos corpos vertebrais de S1 a S3.
Geralmente 12 cortes de 3 a 5mm são suficientes para cobrir toda a área de interesse.
Os cortes axiais devem ser programados perpendiculares à uma linha que tangencia a porção posterior dos corpos vertebrais de S1 a S3.
Geralmente 16 a 20 cortes de 3 a 5mm são suficientes para cobrir toda a área de interesse.
Sequências opcionais são:
Coronal T1FS pós contraste
Axial T1FS pós contraste
Sequencia com técnica de difusão (novo)
A RM de sacroilíacas está sendo pedida cada vez mais, visto que os dados de literatura têm mostrado que este método permite um diagnóstico mais precoce e um controle de tratamento melhor que o obtido pelo raio-X em um grupo de doenças chamado de espondiloartropatias soronegativas. O principal achado de imagem neste grupo de doenças é a sacroileíte.
O protocolo básico de RM de sacroilíacas deve conter as seguintes sequências:
Coronal T1
Coronal T2FS ou STIR
Axial T1
Axial T2FS ou STIR
Aqui, a preferência por sequências T2FS ou STIR depende da qualidade da imagem obtida com o equipamento.
Os cortes coronais devem ser programados paralelos à uma linha que tangencia a porção posterior dos corpos vertebrais de S1 a S3.
Geralmente 12 cortes de 3 a 5mm são suficientes para cobrir toda a área de interesse.
Os cortes axiais devem ser programados perpendiculares à uma linha que tangencia a porção posterior dos corpos vertebrais de S1 a S3.
Geralmente 16 a 20 cortes de 3 a 5mm são suficientes para cobrir toda a área de interesse.
Sequências opcionais são:
Coronal T1FS pós contraste
Axial T1FS pós contraste
Sequencia com técnica de difusão (novo)
quarta-feira, 22 de julho de 2009
RM da Bacia com HD de sacroileíte
RM da Bacia com HD de sacroileíte: o que fazer? RM de bacia ou sacroilíacas?
Esta é uma situação que acontece com relativa frequência. O pedido médico ser de bacia e a hipótese diagnóstica de sacroileíte.
Na verdade não existe fórmula mágica.
Na nossa opinião, caso a dor seja realmente localizada na sacroilíaca e não no restante da bacia, o ideal é fazer RM de sacroilíacas.
Entretanto, caso haja tempo, pode-se fazer sequências complementares da bacia. Ex: Coronal e axial STIR de bacia.
Esta é uma situação que acontece com relativa frequência. O pedido médico ser de bacia e a hipótese diagnóstica de sacroileíte.
Na verdade não existe fórmula mágica.
Na nossa opinião, caso a dor seja realmente localizada na sacroilíaca e não no restante da bacia, o ideal é fazer RM de sacroilíacas.
Entretanto, caso haja tempo, pode-se fazer sequências complementares da bacia. Ex: Coronal e axial STIR de bacia.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Cortes axiais de RM de ombro
Cortes axiais de RM de ombro:
Este exemplo demonstra a importância de se incluir a articulação acromioclavicular na programação dos cortes axiais.
Neste exame vemos a presença de um os acromiale, que é uma falha na fusão da porção distal do acrômio.
Sem os cortes axiais incluindo a articulação acromioclavicular é muito difícil fazer este diagnóstico.

Este exemplo demonstra a importância de se incluir a articulação acromioclavicular na programação dos cortes axiais.
Neste exame vemos a presença de um os acromiale, que é uma falha na fusão da porção distal do acrômio.
Sem os cortes axiais incluindo a articulação acromioclavicular é muito difícil fazer este diagnóstico.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
RM de Tórax
RM de Tórax em paciente com dor no esterno:
Dúvida:
Paciente com pedido de RM de tórax mas com dor na região do esterno, e não em outros lugares. O que fazer?
Não existe uma resposta que acerte em 100% das vezes, mas em geral o ideal é:
Não fazer RM de tórax, mas sim RM de esterno já que este é o local de queixa.
Fazer uma RM de tórax com protocolo de tórax não permite a avaliação precisa do esterno porque o tipo de sequência utilizada e a espessura de corte utilizadas não é adequado.
Dúvida:
Paciente com pedido de RM de tórax mas com dor na região do esterno, e não em outros lugares. O que fazer?
Não existe uma resposta que acerte em 100% das vezes, mas em geral o ideal é:
Não fazer RM de tórax, mas sim RM de esterno já que este é o local de queixa.
Fazer uma RM de tórax com protocolo de tórax não permite a avaliação precisa do esterno porque o tipo de sequência utilizada e a espessura de corte utilizadas não é adequado.
Assinar:
Postagens (Atom)